Por Cristina Padiglione | Saiba mais
Cristina Padiglione, ou Padi, é paga para ver TV desde 1990, da Folha da Tarde ao Estadão, passando por Jornal da Tarde e Folha de S.Paulo
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Bêbados narram episódios históricos no ‘The Noite’, de Danilo Gentili

Danilo Gentili

Gente alcoolizada diante das câmeras dá audiência, isso é certo. São figuras que se fazem notar e chamam atenção, assim como no mundo real. Se é engraçado ou não, depende do ponto de vista de quem vê e da edição, ou do contexto da cena. Um formato de TV da Viacom, o “Drunk History – O lado embriagado da história”, prevê que se abasteça alguém de sua bebida alcoólica predileta, em sucessivas doses, enquanto essa figura vai contando algum episódio da história do Brasil ou do mundo, diante das câmeras. A graça seria ver o sujeito enrolar a língua ou trocar alhos com bugalhos no decorrer da narrativa, sempre presenteado por sua bebida preferida.

Esse formato estará agora no programa de Danilo Gentili pelo SBT, o “The Noite”. Alguém se dispõe a falar sobre o Brasil Império enquanto avança sobre o copo. E não é que o convidado vai escolher entre cerveja, cachaça, vodka, vinho ou espumante, por exemplo. Se ele gostar de cerveja Norteña, será servido Norteña. Se gosta de espumante e quiser Veuve Cliquot, será atendido na marca. Assim promete o formato original.

Como a receita não é exatamente barata, já que a ideia implica alguma complexidade de produção, o SBT vai pagar a conta à Viacom por meio de uma permuta: em troca do direito de usar o formato em 24 edições, sob o nome “Histórias de Bêbado”, a emissora cederá ao canal Comedy Central, do grupo Viacom, um pacote de edições do “The noite”, que lá serão exibidas, depois de veiculadas pelo SBT. A estreia está prevista para maio.

Executivos da Viacom e do SBT garantem que a coisa é divertidíssima e acreditam que o horário de exibição, por volta de meia-noite, não será nociva à plateia. A julgar pelas bebedeiras promovidas pela organização do “Big Brother Brazil”, quanto mais o álcool derruba a sobriedade das pessoas ali expostas, mais a audiência sobe. Quem explica esse fascínio pela derrocada alheia?

 

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Cristina Padiglione

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