Por Cristina Padiglione | Saiba mais
Cristina Padiglione, ou Padi, é paga para ver TV desde 1990, da Folha da Tarde ao Estadão, passando por Jornal da Tarde e Folha de S.Paulo
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Ministra do STF, Carmen Lúcia inaugura o ‘Conversa com Bial’

A ministra do STF, Carmen Lúcia, com Pedro Bial. Foto de Ramon Vasconcelos/Divulgação

Nem Rita Lee nem padre Fábio de Melo nem José Mujica nem Serginho Groisman.

Embora Pedro Bial tenha entrevistas gravadas com todos esses, a estreia do “Conversa com Bial”, na noite desta terça, na Globo, será com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Carmen Lúcia, gravada após a apresentação do clipe exibido à imprensa na última semana.

“Não sei dizer o que é maior neste momento: a honra ou a alegria em recebê-la”, diz Pedro Bial ao sentar-se diante da ministra, em seu novo cenário. “Não precisa escolher, é uma honra e uma alegria”, responde ela.

Os telões ao fundo refletem imagens das Gerais, as Minas Gerais, estado de origem da ministra e bom pretexto para trazer à prosa as figuras de Riobaldo e Guimarães Rosa, alvo de devotados estudos e documentário do apresentador, por meio de seu “Grande Sertão: Veredas”.

“Eu ainda sou o sertão”, diz a entrevistada, que narra ótimos episódios vividos com taxistas.

“Os taxistas são maravilhosos, ora me criticam, ora concordam comigo. Alguns não me reconhecem, outros tentam explicar o que eu deveria fazer. Um deles, ouvindo uma notícia no rádio, dizia que ‘esses ministros não entendem nada, não sabem de nada!’.

 Presidente do CNJ e do STF, Carmén diz que, apesar de seus 40 quilos, seus ombros “comportam a esperança do tamanho do mundo” e, por mais que não saiba no que tudo – corrupções e processos da Lava Jato – vai dar, ela sabe o que deseja. “Não sabemos quando nem onde tudo isso vai parar, mas eu espero que seja num país melhor. O povo não quer mais isso(corrupção).”

Orgulha-se de ter votado contra a censura das biografias, em 2015. “Eu vivi em um colégio de freiras dos 11 aos 17 anos. Não fui feliz naquela época e eu não tenho vocação para ser infeliz. Fui estudante de Direito na década de 1970. Então, sei que ninguém pode viver sem liberdade. Quem soube a força da mordaça, sabe o gosto de falar.”

Fernanda Torres, que entrevistou Carmen Lúcia para seu programa no GNT, “Minha Estupidez”, aparece para traçar outra conversa com a ministra.

No ar nesta terça, após o “Jornal da Globo”.

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Cristina Padiglione

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