Por Cristina Padiglione | Saiba mais
Cristina Padiglione, ou Padi, é paga para ver TV desde 1990, da Folha da Tarde ao Estadão, passando por Jornal da Tarde e Folha de S.Paulo
O que tem de bom?

NET multiplica funções do NOW, agora vendido à parte dos canais, oferece duplicidade de telas e replay

A homenagem a Guga Kuerten em Roland Garros, por exemplo, é uma cena que pode ser revista pelos novos recursos do NOW, pelo canal BandSports

Sabe aquele negócio de ficar zapeando de um canal para o outro até que uma partida de futebol ou um show comece, enquanto você está assistindo a outra atração? Pois é. A NET agora oferece a chance de manter uma janelinha do canal onde determinada atração é esperada, enquanto a tela principal estiver ocupada com outro canal. Quando o espectador quiser ver duas sintonias ao mesmo tempo e achar que é o caso de inverter a tela menor pela maior, é só alternar os dois pelo controle remoto.

Outra novidade: rever o jogo ou a novela perdida desde o início, enquanto ela ainda estiver no ar, passa a ser uma opção dentro do próprio controle remoto da TV da NET, e não mais apenas via streaming, pela plataforma do canal na web.

Mais outra: rever uma atração perdida até sete dias atrás também será possível pelo controle da NET, via NOW, a plataforma de vídeo sob demanda que atende a clientes NET HD e Claro TV. Nesse caso, no entanto, a novidade vale, por enquanto, apenas para sete canais, o que inclui BandSports, canais ESPN e Food Network, com promessa de incluir quase todos os canais Globosat muito em breve.

E, finalmente, termômetro de que a flexibilidade conspira a favor dos bons negócios, o NOW passa a ser vendido à la carte, ele próprio, como plataforma à parte dos pacotes de canais. O consumidor terá, assim, uma mostra dos títulos de cada canal e todo o cardápio de filmes. Se quiser, poderá também fazer uma assinatura provisória, de 15 ou 30 dias.  Um bom cartão de visitas para atrair novos clientes nesse contexto em que o NOW é oferecido como produto singular é a disponibilidade das seis temporadas de “Game Of Thrones”, aclamada série da HBO, cuja sétima temporada estreia em julho no canal. A isca funciona bem para operadora e programadora.

Todas as novidades em questão foram anunciadas nesta terça, pela NET, em São Paulo, praça que inaugura todas as modalidades de up grade oferecidas pela operadora, a maior do País. NET e Claro, hoje, abocanham 53% dos assinantes de televisão no Brasil. Até segunda ordem, as novidade valem só para assinantes de pacotes Top HD (que incluem a partir dos canais ESPN) e apenas em São Paulo, com previsão de chegada no Rio em curto prazo.

Há, para tanto, toda uma mudança de configuração na tela do assinante. O controle remoto que alcança tudo isso continua sendo o mesmo. Na tela, ao clicar duas vezes no botão ENTER, o assinante passa a visualizar uma barrinha horizontal no canto inferior, onde poderá navegar pelas opções ali dispostas: ver duas telas, ver de novo desde o início (Replay TV) ou rever algum programa perdido nos sete dias anteriores, naquele canal.

Esse planejamento todo faz parte da campanha “Multitelei”, mote lançado pela operadora por meio de publicidade e merchandising em programas como “Altas Horas” e “Vídeo Show”. O conceito todo, explica a diretora Comercial e de Comunicação da NET, Roberta Godoi, tem como meta incentivar o espectador a se exercitar em mais de uma tela, esporte que vai ganhando adeptos em escala cada vez maior. É uma bandeira, afinal, que tem tudo a ver com uma empresa que oferece banda larga, TV linear, TV sob demanda e telefonia fixa e móvel.

Nem todos os canais devem disponibilizar no NOW seu conteúdo completo para a alternativa de serem revisitados por meio de sua grade de programação nos sete dias anteriores. Para alguns, o menu já disponível no NOW com programas avulsos da grade já contemplam as maiores demandas do assinante. Para outros, em especial com atrações ao vivo (caso dos canais esportivos, de notícias ou outras atrações ao vivo), a opção passa a ser uma alternativa viável de ver ou rever o que foi exibido recentemente, até porque são títulos que não ficam disponíveis no menu do NOW.

Nunca antes neste mundo se assistiu a tanto conteúdo audiovisual como hoje.

Pesquisa recente da Nielsen no Brasil e na América Latina revela que o serviço de vídeo sob demanda complementa a experiência de assistir TV de forma tradicional e seu crescimento é sustentado pela vantagem de se poder ver o que se quer, quando e onde se quer. De acordo com esse estudo, os brasileiros, além de verem conteúdo sob demanda pela TV, também o fazem pelo computador (81%) e pelo celular (61%).

Nos últimos 12 meses, o NOW contabilizou cerca de 1 bilhão de streamings. O catálogo da plataforma conta hoje com algo em torno de 15 mil títulos.

Novos planos de telefonia fixa, via NET fone, e móvel, pela Claro, também fazem parte do up grade anunciado nesta terça.

Como cereja do bolo, o grupo está lançando também o NET Smarthome, um serviço de monitoramento e automação residencial com câmeras e sensores, que permite ao cliente visualizar e acompanhar o que acontece em casa, pela tela do celular. Também este serviço ainda é restrito a São Paulo.

Os investimentos feitos pela operadora neste momento são um alento para um segmento que tem resistido bravamente à crise econômica – a queda observada no número de assinantes de serviços de TV, incluindo todas as operadoras, nos últimos dois anos, fica bem abaixo de outros setores e endossa um mantra que o mercado de Pay TV se gaba em repetir: apontado inicialmente como algo supérfluo, este é um serviço que, dadas as necessidades de informação, conexão e entretenimento do mundo atual, vai se tornando cada vez mais essencial.

Além disso, apesar da mínima queda nas assinaturas, a audiência dos canais pagos e o consumo sob demanda trafegam no sentido contrário, com crescimento constante. Ou seja: é um hábito em ascensão, o que só endossa que quem paga para ver e acessar conteúdo está disposto a aproveitar cada vez melhor o serviço comprado.

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Cristina Padiglione

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