Renata Vasconcellos é testemunha da estreia da GloboNews, há exatos 25 anos

Quem vê Renata Vasconcellos assim, toda segura, bela e serena ao lado de William Bonner, diariamente, naquela bancada de responsa que é o Jornal Nacional, mal deve lembrar que ela fez parte do primeiro time de âncoras experimentado pela GloboNews.
Há exatos 25 anos, nascia o primeiro canal brasileiro de notícias, que comemora suas Bodas de Prata neste 15 de outubro de 2021.
O saldo da marca é muito positivo sob todos os aspectos:
- Para o mercado de trabalho do jornalismo, de modo geral;
- Para a valorização da profissão junto ao público, incurtindo o hábito de consumir notícias por 24 horas diárias –e em 1996 os sites noticiosos mal engatinhavam;
- E para a criação de novos profissionais e modelos de telejornalismo.
Desenvolvida por uma mescla de profissionais experientes e um time promissor de jovens apresentadores e repórteres, a GloboNews criou, de nascença, aquela que seria uma de suas marcas ao longo dos anos: a formação de grandes nomes do jornalismo nacional, como a própria Renata Vasconcellos.
Foi em 15 de outubro de 1996 que ela estreou na TV em horário nobre, pela bancada do jornal Em Cima da Hora, um boletim exibido a cada meia hora no canal, então em parceria com Eduardo Grillo.
“É uma honra que trago comigo o fato de ter participado da estreia do primeiro canal de notícias, 24 horas no ar. Os 25 anos de GloboNews mostram a importância do jornalismo profissional na vida do brasileiro”, resume nossa diva do JN.
“Notícia em primeira mão, ao vivo, análises que cobrem todos os aspectos da informação. O canal se tornou essencial para formar opinião e ajudar o cidadão a fazer escolhas”, conclui.
A GloboNews inspiraria a chegada dos pares brasileiros, a saber, BandNews, RecordNews (exibida em canal aberto) e mais recentemente, a CNN Brasil, única que pareceu incomodar de fato a primogênita do ramo e mexer com suas estruturas. A chegada da CNN foi importante para a GloboNews principalmente no quesito da pluralidade, algo que historicamente faltou explorar melhor na programação do canal da família Marinho.
São memoráveis as paródias que o Casseta & Planeta fazia dos “debates” sem conflitos exibidos pelo canal, onde três convidados invariavelmente concordavam entre si, sem oferecer o contraditório ao repertório do telespectador. Foi a CNN, ainda que por vias tortas, que impulsionou na GloboNews a percepção dessa lacuna, o que tem sido lindamente contemplado com embates ricos em argumentos e civilidade, sempre dentro do campo da ciência.
As pessoas podem e devem ter direito às próprias opiniões, mas nunca aos próprios fatos, e a GloboNews tem zelado por essa premissa.
É com esse ganho e maturidade que agora chega aos 25 anos o canal criado por Alice-Maria, profissional que foi braço direito e esquerdo de Armando Nogueira na implementação e decolagem do Jornal Nacional, primeiro programa a ser transmitido em rede nacional na TV brasileira.
A ela, o nosso muito obrigado.
A Miguel Athayde (aliás, casado com Renata Vasconcellos), a quem cabe essa nau atualmente, a sensibilidade e o discernimento para que bons horizontes a conduzam.
Vida longa ao jornalismo profissional.